17.11.09

Lição de liderança



Lawrence Foster, maestro titular da Orquestra Gulbenkian, aproveitou na 5ª feira última o intervalo entre duas peças para anunciar que aquele seria o último concerto do contra-baixista Alejandro Oliva antes de se reformar.

As palavras que na altura lhe dirigiu não foram de mera circunstância. O elogio que Foster endereçou a Oliva destacou em breves mas precisas palavras a personalidade daquela pessoa, acerca de quem, até àquele instante, quase tudo ignorávamos.

Foi evidente o que significou para Oliva a homenagem que o seu maestro e o público lhe prestaram num dia para ele decerto carregado de emoções contraditórias.

Mas não esqueçamos a mensagem implícita endereçada a todos os outros músicos da Orquestra: "Este maestro aprecia-vos como indivíduos e agradece-vos do fundo do coração a insubstituível contribuição que cada um dá para o sucesso do grupo e a felicidade do público".

Chama-se a isto capacidade de liderança.

16.11.09

Altamente recomendável

Google Wave explicado ao povo



Mais uma daquelas coisas tão inovadoras que só experimentando se consegue entender o que é e para que serve. Do que não há dúvida é que, dia após dia, se multiplicam e aperfeiçoam as ferramentas orientadas para a promoção da cooperação no trabalho e no lazer.

14.11.09

Biscates publicitários



A Delta Q está em concorrência com a Nespresso? Caso estivesse, seria a paródia da publicidade do seu presumível concorrente a melhor forma de se afirmar? Não será essa antes uma forma de recordá-lo cada vez que o spot da Delta Q aparece?

O spot da Nespresso dirige-se às mulheres, provavelmente porque a marca considera serem elas as decisoras de compra relevantes. Por que prefere a Delta Q falar para os homens?

A publicidade da Nespresso explora a sedução que George Clooney exerce sobre o público feminino. Que poder de sedução lhe contrapõe a Delta Q?

Acredita a Delta Q que demarcar-se da Nespresso afirmando o seu carácter provinciano por contraste com o cosmopolitismo e elitismo da Nespresso aumenta o seu poder de atracção?

À publicidade da Nespresso opõe a Delta Q uma pilhéria irrelevante e inconsequente. Mas é verdade que isso não importa, porque, na verdade, a Delta Q não concorre nem quer concorrer com a Nespresso.

Esta é uma campanha criada com total desconhecimento dos princípios da comunicação de marketing. É uma campanha pensada, criada e produzida por amadores com jeito para contar anedotas.

Roem-se as agências por verem certos anunciantes confiarem a sua publicidade a biscateiros. Mas não é facto que este tipo de indigência não se afasta muito do que cada vez mais agências fazem?

10.11.09

6.11.09

Auto-segmentação



Por quê dispender tempo e dinheiro com complexos exercícios de segmentação se os clientes eles mesmos podem fazê-la melhor e mais barato?

Eis uma excelente ideia exposta por Nick Wreden na Strategy + Business.

Com a emergência da Web 2.0, os cidadãos auto-organizam-se em tornos dos interesses e projectos mais variados. As empresas que se predisponham a escutá-los dispõem de um riquíssimo manancial de informação que reduz os custos da análise de mercado e aumenta o seu rigor e utilidade.

Como conclui Nick Wreden no artigo linkado: "It all starts with finding communities united by a passion or an interest, and talking with them, not at them".

2.11.09

29.10.09

The fun theory (3)

The fun theory (2)

28.10.09

The fun theory (1)

Marketing viral

26.10.09

Serviço ao cliente via Twitter



O Twitter pode ser uma excelente ferramenta de serviço ao cliente:
"Twitter is the killer app for customer service. Companies can discover aggravating service problems by using a variety of tools to listen on tweets mentioning their name. A response can be nearly immediate.

"It's good word of mouth, too. Mediocre service is such a standard that any form of pro-active Twitter customer service is worth talking about."
Alguns bons exemplos, aqui.

22.10.09

Isto é uma sugestão para o Jayme

Outra vez Stormhoek, agora explicado mais devagarinho

Estádios, sim. Implosão, sempre!

Os mais atentos terão reparado que o turismo sofreu um novo impulso em Portugal de 2004 para cá, especialmente nos destinos menos tradicionais.

Qual terá sido a causa? Isso mesmo: o Euro 2004 proporcionou visibilidade acrescida ao país e estimulou o aumento da oferta hoteleira.

Agora, que Portugal e Espanha resolveram concorrer à organização do Mundial 2018, não há pateta encartado que não aproveite para recordar o drama dos estádios subutilizados.

De uma vez por todas, construir estádios para o Euro 2004 foi a forma mais barata e eficiente que se pode conceber de contribuir para atrair as atenções do mundo

Países relativamente desenvolvidos e de vocação turística como Portugal devem organizar continuamente pequenos, médios e grandes eventos de impacto mundial. Se não forem de futebol, poderá ser de bilhar às três tabelas, mas, nesse caso, precisaremos de fazer umas centenas por ano para alcançar o mesmo efeito.

Países desenvolvidos organizam eventos, países atrasados (como a Macedónia, por exemplo), fazem campanhas publicitárias na CNN.

É certo que alguns dos estádios construídos pouco foram utilizados posteriormente para acolher jogos de futebol. Uma hipótese seria dar-lhes outro uso: se se faziam batalhas navais no Coliseu de Roma, também deve ser possível fazê-las no Estádio do Algarve.

Outra hipótese, falhando as restantes, seria implodi-los, que é uma forma inteligente de eliminar custos de manutenção. O que interessa é que cumpriram a finalidade para que foram construídos ou recuperados, capisce?

Gosto

21.10.09

E por que não?



Se já conhecem o caso Stormhoek, paciência.

É só para entender

1. Porque é que uma foto com pessoas a cavalo há-de estimular o público a buscar online o site irrequietos.pt?

2. O que há no site de interessante para quem vai lá?

3. Por que é que esta forma de comunicação há-de ser mais eficaz para levar o público a comprar quinquilharia diversa nas lojas dos CTT?

4. Por que é que os CTT estão especialmente interessado em atrair pessoas irrequietas?

5. O que é que há na campanha que atraia especialmente as pessoas irrequietas?

6. Por que é que os CTT querem identificar as famílias que a si próprias se consideram irrequietas?

7. Que sentido tem premiar as famílias irrequietas?

8. Como é possível deduzir de uma foto se determinada família é irrequieta?

9. Por que haverá o público de ir votar na família mais irrequieta?

10. Por que quererão os CTT construir uma imagem de empresa irrequieta?

11. Será alguma vez possível os CTT serem percebidos como uma empresa irrequieta?

12. Será que nós queremos que os CTT sejam uma empresa irrequieta?

13. Por que é que, ao fim de tantos dias, ainda só há 10 pessoas inscritas no passatempo?

14. Por que será que a família mais votada só tem 12 votos?

15. Isto é tudo a brincar, certo?

19.10.09

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