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22.4.09

Marketing Tótó

Os conselhos de marketing que ouvimos por estes dias resumem-se quase só a isto: cuidem de responder às necessidades de consumidores empobrecidos propondo-lhes versões mais económicas dos vossos produtos e serviços.

Não se precipitem. O facto de a economia portuguesa cair globalmente 3,5% (é a previsão mais recente, creio eu) não significa que todos os mercados vão cair 3,5%. Não é assim em épocas de crescimento, nem vai ser assim agora.

O crescimento do PIB é uma média ponderada dos diversos mercados que integram a economia. Mesmo em tempos de crise, há sempre áreas cuja procura cresce, às vezes a taxas elevadíssimas.

Logo, este é, antes de mais, o momento de ceder aos tótós os mercados em retracção e de concentrar tão rápido quando possível todos os nossos recursos e atenções naqueles mercados ou segmentos com maior potencial de crescimento e rentabilidade.

Ao nível microeconómico é isso mesmo que significa sair da crise. Quando houver mais gente a cuidar do futuro do que do passado, aí a economia globalmente considerada voltará a entrar nos eixos.

13.4.09

Mais publicidade, mais consumo?



O Sérgio Santos reproduziu hoje no Brief do Lombo uma opinião da CNNMoney:
"To get people spending again, and the economy moving, the government needs to provide help for businesses in America to advertise their products and services. (...) It's a mistake to think of advertising merely as a cost - it's an investment, and like all investments it can have a wide-reaching impact. Incentives for advertising need to be an important component of any plan to stimulate our economy."
Como o Sérgio escolheu para o seu post o título "Mais publicidade, mais consumo", presumo que ele concordará com o argumento.

Trata-se de uma crença muito difundida, porém falsa.

A publicidade ajuda certas marcas a crescerem à custa de outras, mas tem pouco poder para expandir uma categoria de produto, e nenhum para fazer crescer o consumo global.

Pelo menos, ainda não houve até hoje quem conseguisse demonstrá-lo de forma convincente - ou seja, com números.