Mostrar mensagens com a etiqueta motivações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta motivações. Mostrar todas as mensagens

3.4.09

"Seriously misleading"?



As pessoas não se ralam muito com o que a Coca-Cola diz, na condição de que não diga coisas que vão contra as ideias feitas correntemente aceites.

Bebemos Coca-Cola porque gostamos do sabor, porque a achamos refrescante, porque nos traz à mente recordações agradáveis ou meramente porque sim.

Que espécie de circunstâncias poderão ameaçar o namoro do mundo com a marca? O receio de que engorde, de que excite ou que estrague os dentes? Ou antes um certo cansaço do mito americano, um enfado com uma bebida há demasiado tempo omnipresente nas nossas vidas? Eu apostaria antes no segundo grupo de causas: afinal, tarde ou cedo, tudo acaba por fartar.

De modo que, sim senhor, a Coca-Cola deve de algum modo dar resposta às preocupações dietéticas dos consumidores comercializando produtos com menos calorias. Mas vir para a praça pública debater preconceitos, mesmo que falsos, só chama a atenção para o problema e inflama a indignação dos adversários, aliás principalmente motivados pela oportunidade de humilhar uma marca oriunda da pátria do Grande Satã.

O bom marketing e a boa comunicação esforçam-se antes de mais por potenciar oportunidades e pontos fortes, não por combater ameaças e minimizar pontos fracos. Cuida primeiro de potenciar motivações e só acessoriamente de desvalorizar inibições.

É muito difícil tirar da cabeça das pessoas concepções entranhadas ao longo de décadas. É mais aconselhável evitar temas controversos, especialmente quando, a maior parte do tempo, pouca gente verdadeiramente se ocupa deles.

A polémica recentemente desencadeada na Austrália a propósito do anúncio supra é uma boa oportunidade de a Coca-Cola recordar estas verdades que, é bom recordá-lo, conhece melhor do que ninguém.

2.4.09

A causa das coisas

Um estudo conduzido pelo Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH) junto de mais de 37 mil trabalhadores de entidades públicas e privadas. concluíu que, em Portugal, quanto maior o grau de qualificação das pessoas, maior a sua insatisfação com o trabalho.

Isto é grave, porque indicia uma evidente dificuldade de assegurar a motivação precisamente daqueles que mais podem contribuir para o sucesso das organizações.

Quanto mais qualificado é um trabalhador, menos importantes se revelam factores como a segurança ou o próprio vencimento, e mais importantes serão a identificação com a missão empresarial e a auto-realização. Por outras palavras, na terminologia celebrizada por Herzberg, contam menos os factores higiénicos e mais os transformacionais.

Gestores medíocres talvez consigam reter colaboradores que, na verdade, não dispõem de alternativas. Mas necessita-se de verdadeiros líderes para mobilizar aqueles cuja educação de base implica maiores exigências no que toca ao envolvimento pessoal com as tarefas que são chamados a realizar.

Como será possível assegurar elevados níveis de produtividade se as pessoas de quem mais depende a inovação nos processos e nos produtos se sentem desencorajadas?