A TSF noticiou os Marketing Awards da APPM informando que António Pires de Lima ganhou a categoria Personalidade Marketing Político, Rui Rio a categoria Personalidade Marketing Cidades e Regiões (para a qual também foi nomeado Alberto João Jardim) e Filipe Scolari a categoria Marketing do Desporto.
Nem uma palavra sobre as restantes categorias. Muito principalmente, nem uma palavra sobre o Prémio Carreira atribuido a Jardim Gonçalves, sem dúvida o mais justo de todos os atribuidos na noite passada.
De quem é a culpa?
Ao criar as mencionadas categorias, a APPM apenas pretendeu obter notoriedade a todo o preço para os Awards. Insisto: a qualquer preço.
Neste caso, o preço do folclore mediático foi a desvalorização do papel dos gestores de marketing, colocados no mesmo plano que pessoas que, em geral, não fazem a mínima ideia do que de facto é o marketing.
António Pires de Lima é a excepção, e mereceria de facto um prémio, se alguém valorizasse o esforço que a Compal está a fazer para se internacionalizar, mas não enquanto personalidade do marketing político. Quanto às votações de Rui Rio e Scolari nas respectivas categorias, trata-se de episódios risíveis.
O caso Scolari, em particular, é esclarecedor do que alguns gestores de marketing portugueses acham que é o marketing: uma disciplina que serve para persuadir os portugueses a pendurarem bandeirinhas à janela.
Ficou claro porque é que também nós, gestores de marketing, temos grandes responsabilidades no sub-desenvolvimento do país?
Data meets Creativity
Há 2 anos

