Os Correios têm no ar uma grande campanha para vender o seu “serviço de apoio à mudança de moradas”. Já fui bombardeado por ela na TV, na rádio, nas lojas dos CTT. Como não estou a pensar em mudar, a promessa passou-me ao lado. Hoje, lá estava o prospecto na minha caixa de correio. Engano do carteiro: a mensagem não era para mim.
“Quando mudar de casa”, dizia o folheto não endereçado, “já toda a gente vai saber”. Se os CTT estivessem a fazer marketing directo a sério, o contrário é que devia ser verdade. “Quando não estiver a pensar a mudar de casa, ninguém vai encher a sua caixa de correio com papelada sobre um assunto que neste momento lhe diz tão pouco”.
Não faço ideia da estratégia de contacto dos CTT para a sua campanha. Na parte do direct mail, no entanto, tenho a certeza que está errada. Não deve ser difícil identificar com alguma precisão as moradas de quem está de mudança – sobretudo para quem, como os CTT no seu folheto, pode exibir tantos parceiros. No caso de essa identificação ser difícil, então a publicidade pelo correio não se justifica; para falar com desconhecidos, os meios de massa são mais baratos – mesmo para os CTT.
É pena um uso tão rudimentar do direct mail, justamente pela empresa que mais ganharia em demonstrar a sua precisão e mensurabilidade.
Data meets Creativity
Há 2 anos






