15.6.07

E a tendência...

... será cada vez mais esta.

8.6.07

Diz que foi proibido...

Já que estamos com a mão na cerveja...

Ah!

6.6.07

Search marketing para bens de grande consumo

Segundo a Advertising Age Digital, os fabricantes de bens de grande consumo estão a descobrir que o search marketing também pode ser relevante em compras de baixo envolvimento:
The conventional wisdom has been that low-involvement household and personal-care brands don't get much out of search. Few people search for "laundry detergent," for example. They more often search for benefits the brands confer, though many marketers have been relatively slow to capitalize on that.

Look up "grass stains" on Google, and the 141,000 listings indicate substantial consumer interest in the topic. But of the four paid listings, only one, from Unilever's Wisk, hawks a solution from a detergent marketer. (An eBay robo-ad offers to sell "grass stains for less," while PlanetUrine.com offers a supplement to keep dog urine from staining grass.) Search listings for other stains have no paid ads whatsoever.

5.6.07

RP para Tótós

O triste caso Maddie McCann comprova de forma concludente como uma boa agência de relações com a imprensa pode controlar a agenda mediática durante semanas a fio.

Imaginem agora que, em vez de uma família particular, o cliente era antes, digamos, o Governo dos Estados Unidos.

Está para breve

Pois é. Daqui a pouco vai ser assim.

4.6.07

Marketing para gays

Há duas semanas, a Meios & Publicidade questionou-me sobre a oportunidade de se criarem em Portugal serviços de marketing especificamente direccionados para o mercado gay. Eis as minhas respostas:

1. A orientação sexual de alguém não esgota a sua identidade, seja como pessoa seja como consumidor. Um homossexual, recorde-se, pode ser homem ou mulher, jovem ou velho, rico ou pobre, urbano ou rural, doutorado ou analfabeto, americano ou chinês. Por conseguinte, só uma parte dos seus comportamentos de compra serão afectados por essa circunstância particular.

2. Não creio, pois, que um homossexual escolha um automóvel, um detergente ou um crédito à habituação de uma forma diferente de um heterossexual. Mas reconheço que, em certos mercados, o desejo de afirmação sexual pode ser uma motivação de compra e, por decorrência um critério determinante de escolha entre marcas, tanto para hetero como para homossexuais. Isso ocorre, por exemplo, com certos tipos de vestuário, embora decerto não com todos.

3. Em que medida se justifica em Portugal uma oferta específica de serviços de marketing especializados no mercado gay? No marketing, estamos muito habituados a lidar com segmentos e nichos particulares dos mercados sem que isso nos coloque problemas de dificuldade transcendente. Sabemos, por exemplo, que as crianças reagem com particular ingenuidade às ofertas das empresas, o que impõe às marcas responsabilidades acrescidas. Mas será que, para isso, necessitaremos de empresas de pesquisa, de consultoras ou de agências de publicidade especializadas? A única coisa que posso afirmar com experiência de causa é que a pequena dimensão do nosso país torna muito difícil rentabilizar abordagens demasiado especializadas dos mercados. É natural que quem pretender instalar cá um serviço de consultoria especializado no mercado gay se depare com a mesma dificuldade.

Lisboa, 27 de Maio de 2007

Will It Blend?



Enquanto os profissionais da publicidade abandonam certas técnicas de eficácia comprovada alegando que teriam deixado de funcionar, alguns amadores recuperam-nas e, à custa delas, conseguem acumular fortunas consideráveis em escasos meses. Vejam e invejem.

31.5.07

Empreendedorismo



O quadro "As tentações de Santo Antão" de Hyeronimus Bosch, de onde este monstro foi retirado, está em Lisboa, no Museu de Arte Antiga, mas quem quiser comprar estas espantosas figurinhas terá que dirigir-se ao fornecedor americano.

Há algum tempo eu dera a ideia a alguém. Mas não vale a pena chorar sobre o leite derramado: há muitas outras coisas deste género que os museus portugueses podem fazer, e também muito designer com falta de trabalho...

O preço de um homem

Quanto vale o passe de um jogador de futebol?

Para o FC Porto e o Sporting, que muito provavelmente terão fechado ontem os seus negócios do ano, este conselho vem tarde.

Ainda assim, vale a pena ler o que sobre o assunto tem para dizer o professor do Centro de Gestão Desportiva do IESE Ignacio Urrutia, autor de um estudo intitulado: "The Five Most Common Errors Companies Make when They Evaluate the Cost of Signing up Players.”

29.5.07

Eterno retorno?

Estamos a assistir, nos tempos que correm, à proliferação de uma multiplicidade de modelos de negócio na prestação de serviços de marketing e comunicação. Este aqui, não pareceria estranho a Claude Hopkins, um por-assim-dizer copywriter da Lord & Thomas (antepassada da Draft FCB) nas três primeiras décadas do século passado. O mundo dá muitas voltas, mas às tantas parece que volta ao local de partida.

24.5.07

O ponto a que chegámos

Vinha hoje no Meios e Publicidade a seguinte notícia:

"Choice produz brochura da Nestlé Portugal

A Choice ganhou, em concurso, a produção da brochura institucional da Nestlé Portugal, a ser distribuída pelos colaboradores e clientes, parceiros, entidades oficiais e imprensa, e onde são descritas as marcas, a presença da empresa nos mercados internacionais e o volume de negócios.Conforme a nota emitida, o concurso teve por objectivo escolher uma agência para criar a nova abordagem gráfica do suporte promocional, a paginação, arte finalização e impressão do referido documento."

Então parabéns à Nestlé, que se deu ao trabalho de promover este relevantíssimo concurso, e que agora finalmente vai poder enviar a clientes, parceiros e entidades oficiais a sua bela brochura institucional, e à Choice, que não só ganhou o concurso como, de tão contente, ainda o veio dizer a todo o mercado.

Uma brochura em concurso. E isso ser notícia. Tempos difíceis.

18.5.07

Crime no Algarve

Há quem tema que o rapto de Madeleine prejudique o turismo algarvio. Haverá razão para tal receio?

Creio que não:

1. As circunstâncias do crime - se crime tiver havido - não sugerem por si mesmas que o Algarve seja um lugar perigoso.

2. Mesmo que assim fosse, não está provado que isso seja razão para afastar os turistas. Apesar de todas as ameaças terroristas, Nova Iorque não perdeu o seu apelo. Os países absolutamente seguros são os países onde não acontece nada de interessante.

3. As imagens do Algarve que passaram nas televisões são lisonjeiras para a região: aldeamentos com bom aspecto, zonas ajardinadas, urbanizações limpas e cuidadas. Como sabemos, trata-se de um óasis no contexto algarvio.

4. Finalmente, muita gente que até hoje pouco ouvira falar do Algarve - sim, é verdade, o mundo raramente pensa em nós! - ficou a conhecê-lo. Não é de estranhar que passem a considerá-lo mais um dentre outros destinos possíveis.

A publicidade assemelha-se a destacar um produto colocando-o na montra. E esta montra até tinha bom aspecto.

17.5.07

O pé na porta de Nicolas Sarkozy



Em tempos de markting delicodoce, comunicação evanescente e posicionamentos não-me-toques, é natural que os consumidores comecem a sentir-se enjoados.

De maneira que estão criadas as condições para o sucesso das velhas e garantidas técnicas hard-sell dos vendedores que dizem claramente ao que vêm e afirmam sem rodeios: "Sou o melhor. Eis por que devem preferir-me."

Sarkozy tem ar de vendedor de automóveis, é verdade; mas, em vez de procurar disfarçá-lo, assume-o.

Não se esqueçam: também as abordagens directas, inspiradas na quase esquecida sequência persuasiva Atenção-Interesse-Desejo-Acção, podem ser uma forma eficaz de disruption.

16.5.07

O meu filho chama-se Tide

Nos EUA há cada vez mais crianças chamadas Canon, Bentley, Jaguar, Chanel, Porsche, Timberland, Reebok e Xerox. Um estudo americano citado por Michael Newman (The 22 Irrefutable Laws of Advertising) encontrou mesmo 24 miúdos com o nome Unique.

14.5.07

Publicidade pronto-a-vestir

A revista Just Leader inquiriu-me recentemente acerca do previsível impacto do Spot Runner no mundo da publicidade. Eis como lhe respondi:

Poderá o Spot Runner ser mais uma revolução no sector do marketing e publicidade? Porquê?

O Spot Runner é parte de uma revolução que se foi preparando lentamente ao longo da última década e que agora detonou. O seu fulcro é o pleno aproveitamento das virtualidades do digital pelas actividades de marketing e comunicação.

As produtoras de publicidade têm razões para temer esta nova ferramenta? E as agências de publicidade?

Não têm qualquer motivo para receios, porque a vocação de iniciativas deste género não é substituir o que existe, antes proporcionar ferramentas a empresas muito pequenas para as quais até agora não existia uma oferta de serviços publicitários adequada às suas necessidades. Logo, fenómenos como o Spot Runner fomentam a ampliação (de forma nenhuma a retracção) da procura global de serviços de marketing e comunicação.

Qual o público-alvo do Spot Runner?

É evidente que o serviço se dirige ao segmento das pequenas ou mesmo muito pequenas empresas, muitas delas de âmbito local, que desejam comunicar mais eficientemente com os mercados em que operam.

Quais as vantagens do Spot Runner?
Para as empresas que não têm condições para recorrer aos serviços de uma agência de publicidade – mesmo que pequena – o Spot Runner representa uma evidente melhoria em todos os planos: qualidade das campanhas, qualidade do planeamento de media, eficiência económica, comodidade e rapidez.

Há desvantagens? Quais?
As desvantagens são as típicas do pronto-a-vestir. Mas quem não tem dinheiro não tem vícios...

Lisboa, 13 de Abril de 2007

4.5.07

Quem ganha o quê

Quanto terá pago a Cláudia Vieira à Triumph para ter o direito de aparecer na sua publicidade?

Caso ainda não tenham notado, há muito mais miúdas giras do que boas marcas de lingerie. Logo, o poder negocial está todo do lado destas últimas.

Isso - e só isso - deveria determinar quem paga a quem e quanto paga.

30.4.07

Como irritar um cliente

Não é preciso inventar a roda. Quem de facto quiser deixar um cliente furioso deve simplesmente copiar o call center da TAP - ironicamente chamado "Fale connosco", embora normalmente não haja ninguém do outro lado para entrar na conversa. Se o serviço se chamasse, de forma mais sincera, "Fale sozinho", não teria tanta piada.

A ironia, aliás, é usada com mestria pela TAP para enfurecer o cliente. A ideia é que não basta deixá-lo 20, 30 ou 40 minutos à seca ouvindo muzak clássica ou saxofónica. De dois em dois segundos a música é interrompida com mensagens sarcásticas como "A sua chamada é a nossa prioridade", ou "o seu tempo é precioso". Quando a música é finalmente interrompida a sério, por uma voz que não é uma gravação, o toque de génio consiste em fazer a chamada cair, ou, mais brilhante ainda, pedir uns minutos para chamar "a minha colega que está tratar do seu dossier". E tome música outra vez.

Todo profissional de marketing deveria, pelo menos uma vez na vida, submeter-se a essa verdadeira aula de serviço ao cliente. E é tão fácil: basta deixar que as suas bagagens se extraviem num voo da TAP - o que, na minha experiência dos últimos 2 ou 3 anos, é quase impossível não acontecer.

26.4.07

Por outro lado...



Em psicologia, quando uma afirmação é verdadeira, usualmente a sua negação também o é.

O genial "Just Do It" da Nike deixou a concorrência literalmente paralizada por muito tempo. Vinte anos depois, alguém descobriu por fim que, se o incentivo ao esforço de auto-superação vai direito ao coração de muitos desportistas, o apelo oposto - "Run Easy" - tem um encanto irresistível para imensos outros.

Parece evidente, não é? Por que é que ninguém se lembrou disso antes?