Alguém vai à Brasileira, à Bénard ou à Versailles por causa da bica, dos croquetes ou dos duchesses?
Poucos, claro está. O atractivo de locais como esses está no ambiente ele próprio.
Faria pois sentido que os respectivos proprietários se dedicassem mais a cuidar dele. Poderiam tomar como exemplo a Portugália, uma cadeia que, com um produto diferente e outra clientela, soube entender o que nos encanta nas suas cervejarias.
Percebe-se muito mal o grau de desleixo e a falta de critério na selecção dos menús que qualquer desses três estabelecimentos exibe. (Parênteses para distinguir a qualidade do serviço humano na Versailles.)
Tudo aquilo precisava de uma revisão de alto a baixo, a começar pela louça e a a acabar pelo serviço de balcão. Mas o que mais falta ali faz é uma noção clara do posicionamento indicado para casas como aquelas.
Evidentemente, parte crucial desse necessário reposicionamento seria a subida dos preços praticados, visto que, sem isso, a prazo a sua sobrevivência será impossível.
Enfim, é mais ou menos destas coisas que falamos quando falamos de marketing de experiências.