16.9.10

Todas as cores são iguais, mas algumas são mais iguais do que outras



Repararam? Social networking é mais azul, mass media é mais vermelho. Ou será impressão minha?

6.9.10

Bienvenue, au revoir by voyages-SNCF

26.8.10

Apresentação da temporada da Filarmónica de Berlim no YouTube

24.8.10

Quem sou eu para opinar sobre isto?



Fez-me muita confusão descobrir que toda a gente ansiava por possuir um telemóvel. Só nos últimos anos me habituei a enviar mensagens por SMS. Por mim, ainda hoje tiraria fotos analógicas. Os LPs eram fantásticos, os CDs excelentes, não senti nenhuma urgência de aderir ao iPod.

Logo, quem sou eu para avaliar que espécie de malucos poderiam ver algum tipo de utilidade neste Rolly, lançado pela Sony em 2007? Mas confesso que o facto de o produto ter sido um fracasso me deixa mais confiante nas minhas capacidades de discernimento.

O video de demonstração é divertido, mas o gozo que proporciona decerto não justifica as fortunas dispendidas no desenvolvimento do dispositivo. Digo eu.

23.8.10

Garantem-me que este spot da Honda não teve pós-produção



Será mesmo verdade que este spot não teve pós-produção? E, se não teve, isso faz alguma diferença para quem vê, partindo do princípio de que quem vê não faz a mínima ideia de que isto não é uma montagem feita em computador?

Com tanto efeito especial, já ninguém presume que está a ver a realidade, muito menos que isso tenha relevância. É só publicidade, certo?

Nessas circunstâncias, entre a realidade e a ficção seria preferível escolher a ficção. Sempre sai mais barato.

Por que sai mais barato? Porque, segundo a lenda, foram precisos mais de 600 takes para filmar este spot. O primeiro demorou 90 minutos.

Acho que não vou dormir hoje.

20.8.10

Cadbury does it again

19.8.10

Willem Gillette Tell

33 + 10 minutos não é muito tempo para ficar a perceber qualquer coisa de redes sociais



Em vez de assistirem ao telejornal e lerem o diário, recomendo antes que invistam hoje o vosso tempo neste video.

7.8.10

Microeconomia para o mundo real



A microeconomia postula que as decisões dos consumidores são racionais, egoístas e independentes. Toda a gente que trabalha em marketing e comunicação sabe de ciência certa que não é assim, de modo que é inútil perderem tempo com o tema.

Nas últimas décadas, gente como Kahnemann e Tversky, com formação de base em psicologia, dedicou-se a estudar seriamente o que motiva os consumidores, dando origem ao ramo da economia comportamental (behavioral economics para os amigos). Kahneman ganhou em 2002 o Nobel da Economia (Tversky morrera entretanto, pelo que não partilhou o galardão).

Todos aqueles cuja profissão implica o entendimento do comportamento dos consumidores ganharão em familiarizar-se com a economia comportamental. Mesmo que não descubram factos que anteriormente ignoravam, ficarão a entender melhor a razão de fenómenos familiares e os fundamentos psicológicos de atitudes e comportamentos aparentemente (sublinho: aparentemente) irracionais.

A mais conhecida introdução ao tema é "Predictably Irrational", de Dan Ariely, mas eu estou a ler antes o "Basic Instincts" de Pete Lunn e recomendo.

29.7.10

O que procuram os clientes?



Alguém vai à Brasileira, à Bénard ou à Versailles por causa da bica, dos croquetes ou dos duchesses?

Poucos, claro está. O atractivo de locais como esses está no ambiente ele próprio.

Faria pois sentido que os respectivos proprietários se dedicassem mais a cuidar dele. Poderiam tomar como exemplo a Portugália, uma cadeia que, com um produto diferente e outra clientela, soube entender o que nos encanta nas suas cervejarias.

Percebe-se muito mal o grau de desleixo e a falta de critério na selecção dos menús que qualquer desses três estabelecimentos exibe. (Parênteses para distinguir a qualidade do serviço humano na Versailles.)

Tudo aquilo precisava de uma revisão de alto a baixo, a começar pela louça e a a acabar pelo serviço de balcão. Mas o que mais falta ali faz é uma noção clara do posicionamento indicado para casas como aquelas.

Evidentemente, parte crucial desse necessário reposicionamento seria a subida dos preços praticados, visto que, sem isso, a prazo a sua sobrevivência será impossível.

Enfim, é mais ou menos destas coisas que falamos quando falamos de marketing de experiências.

28.7.10

O eterno retorno

Portugal nas redes sociais

26.7.10

A comunicação já não é o que era



Cada vez mais me convenço que a utilidade do Twitter para as marcas reside acima de tudo nas oportunidades de escuta dos clientes que proporciona. Trata-se,sem dúvida, de uma excelente ferramenta para estimular o desenvolvimento na empresa de uma orientação para o serviço.

19.7.10

Privacidade

Perguntei aos meus alunos que inconvenientes vêem na aplicação dos conceitos do CRM às relações entre o Estado e os cidadãos.

Apenas menos que 20% mencionaram de alguma forma o tema da ameaça à privacidade dos indivíduos.

Sim, eu sei que isto não é uma sondagem fiável. Mesmo assim, não posso deixar de me sentir algo inquieto com o resultado obtido.

16.7.10

15.7.10

Vendo bem, é muito fácil construir uma marca

14.7.10

Sapatos Made in Finland



Marketing One-to-One da Finlândia para o mundo.

13.7.10

A mãe de todas as tretas

A única coisa surprendente, é que 47% não se considerem consumidores mais exigentes do que no passado; 43% não acreditem mais na opinião de outros consumidores do que na dos experts; 46% não se sintam mais ansiosos com o futuro do que anteriormente; 42% duvidem de que a sociedade está a caminhar na direcção errada; 41% não se preocupem por estarmos cada vez mais distantes da natureza; e só 20% não sintam ser importante comer ao menos uma vez por dia com a família.

Muita gente estúpida, não é verdade?

Desculpa lá, Sérgio, mas essa sondagem que citas parece-me uma grandessíssima treta - na verdade, parece-me a mãe de todas as tretas.

Estado de calamidade gramatical

Escreve um sujeito cuja identidade não vem aqui ao caso: "Este mercado reflecte o negócio de correio urgente e de logística integrada."

O que pensará este sujeito que significa o verbo "reflectir"? Não seria grave se se tratasse de um caso isolado, mas a gente abre o jornal e constata que, para os próprios escrevinhadores profissionais, palavras tais como "confessar", "analisar" ou "considerar" têm significados misteriosos e, em última análise, rigorosamente intermutáveis.

Houve um tempo em que nos anúncios, ao menos, estas calamidades não sucediam.

Sentido crítico, precisa-se

Preocupa-me a credulidade com que os estudantes de marketing aceitam tudo o que vêem ou ouvem na televisão, nas revistas ou na internet, algo tanto mais preocupante quanto é escasso o rigor com que aí os assuntos são abordados.

O resultado é uma lamentável falta de sentido crítico, mais grave, quer-me parecer, do que noutros cursos e noutras profissões.