21.6.06

Eles andam aí

Há uma revolução em curso na comunicação de marketing. Uma revolução tão discreta, e de aparência tão inofensiva, que desconfio que a maior parte das agências de publicidade e marketing directo nem sequer deu por ela.

É a revolução dos links patrocinados. Com esses pequenos anúncios, modestos como os classificados dos jornais, todas as possibilidades do marketing directo, mesmo as mais sofisticadas, estão ao alcance de qualquer anunciante. E qualquer é mesmo qualquer: a mercearia do bairro, o fotógrafo de casamentos e o contabilista da margem sul já podem optimizar headlines em função dos resultados de split tests, comparar taxas de resposta ou taxas de conversão e comunicar de forma relevante com diferentes segmentos de mercado, tudo com uma precisão que a maior parte dos grandes anunciantes nem sonha ser possível. E tudo isso com um investimento irrisório, em comparação com publicidade "normal", investimento cujo retorno, de resto, pode ser avaliado a cada passo.

Não admira que os primeiros a aderir a essa ferramenta tenham sido pequenas empresas, ou pelo menos empresas que sempre se preocuparam muito mais com as vendas puras e duras do que com a criação de marcas e outras modernices do género. Mas agora já não é assim: marcas como a Optimus, a Cofidis, o Sapo, o Citibank já aderiram aos quadradinhos. E o natural é que comecem a comparar os resultados totalmente mensuráveis que vão tendo aí com as ferramentas que nós, publicitários “tradicionais”, lhes oferecemos. É caso para estarmos atentos.

1 comentário:

Renato Graça disse...

Jayme,

A altura de estarmos atentos, já passou.
A revolução que fala na comunicação de marketing já começou a alguns anos, e não se resume só aos links patrocinados. É mais geral e mais abrangente, é uma alteração profunda à maneira de como devemos e podemos comunicar com os consumidores e de como estes reagem à nossa comunicação. A internet só por si, desencadeou novas possibilidades, muito além dos links patrocinados. Porque não falar, no RSS, no adsense, nos blogs, no podcast, no Click to Action, no search engine optimization, database, data mining, etc? Muitos destes termos são relativamente desconhecidos ou pouco utilizados pelas nossas agências de comunicação, mas já assumem uma tremenda importância em alguns investimentos publicitários no estrangeiro, sendo encaradas como novas formas e talvez mais eficazes de se comunicar e rentabilizar esse investimento.

A internet permite mais controlo e mais possibilidades que nunca para o marketing e para o músico ou pintor, para o escritor ou até o homem da mercearia como mencionaste, que sem grandes conhecimentos e orçamentos, têm a vantagem de ser relativamente fácil utilizar vários dos intrumentos mencionados.

Um abraço,
Renato Graça
wwww.renatograca.blogspot.com