10.10.07

Onslaught



Ao que parece, há gente que adora publicidade ao ponto de dispor-se a passar uma noite em claro a visionar anúncios de televisão. Que tristes...

Por mim, abomino a grande maioria da publicidade exibida nos meios de comunicação, a qual não faz senão espelhar a cega ganância e o absoluto (tão absoluto que chega a parecer inocente) desrespeito pela inteligência e pelos sentimentos do público de quem a faz e aprova, em manifesta contradição com os protestos de dedicação aos clientes, com igual candura proferidos em discursos de circunstância.

Às vezes, até parece que os publicitários parecem apostados em dar razão aos críticos que colocam a comunicação de marketing a par das grandes pragas do nosso tempo.

Essa publicidade que critico é má porque é artificial, manipuladora e sobranceira. Curiosamente, é também pouco eficaz, o que nos faz acreditar que, afinal, Deus existe.

De vez em quando, porém, lá surge uma campanha como esta da Dove que quase nos reconcilia com a profissão. O que ela faz, afinal é bem simples: limita-se a dar voz ao sentimento confuso mas genuíno de muita gente - que, por isso mesmo, a aceita e com ela se identifica. E sabem que mais? Até funciona!

2 comentários:

sof disse...

A forma como a Dove està a comunicar é a mais eficaz de todas. Levar o consumidor a pensar que é ele que decide e dà voz. Mas no fundo o objectivo não deixa de ser o mesmo (mas de forma escondida): registar a marca Dove na cabeça dos consumidores e ainda por cima como uma marca que se preocupa com eles!

O segundo lado da campanha - sim porque trata-se de um 2 em 1 - é a recolha de informaçao sobre o consumidor e não consumidor. Informação esta bastante intima, sem ter que fazer brainstorming ou qualquel coisa do género. Que custa dinheiro, dà trabalho e não é tão verdadeiro.

Eu também escrevi sobre o tema no meu blog, onde desenvolvo mais o meu raciocinio.

Anónimo disse...

mais uma vez gostava de ver os trabalho deste joão piço e cunha.....
aqui fica pela 4º vez o desafio...