1.2.06

O eterno retorno, ou quase...

Quando eu era miúdo, os bilhetes da Carris tinham publicidade no verso. Depois, o veículo caíu em desuso, tornando-se cada vez mais frequente ver lá escrito "Faça publicidade neste espaço", o que é sempre um sinal seguro de que aquele espaço não tem qualquer espécie de interesse.

Eis, porém, que o MIT Advertising Lab, onde cheguei pela prestimosa mão do Hidden Persuader, noticia a invenção de uma nova e revolucionária maneira de fazer publicidade: anúncios nos bilhetes dos transportes públicos!

Valha a verdade, a empresa concessionária tornou-os mais atractivos, visto que estes são bilhetes "that smell, shimmer, glow, react to heat, or should be viewed with 3D glasses". Ena!

3 comentários:

S. disse...

Em Itália, em Florença, os bilhetes de autocarro têm publicidade cultural, datas e locais de eventos, enfim, sítios onde ir e coisas para fazer. E não é no verso. É mesmo na frente.

S. disse...

E já agora, porque não voltar aos bilhetes de cinema (...hmm, não diria antigos, mas àqueles em papel normal e não apenas papel de recibo que agora nos impingem) e colocar-lhes publicidade. Product placement e memorabilia dois em um. Toda a gente gosta de guardar um bilhete bonito, além de que a pub ajudava a pagar os custos de produção. Que acham da ideia?

Pedro G disse...

Isto levanta-me 2 questões:
1 - será que a "fixação" dos nossos marketeers pelos media mais sexy, aqueles que os prestigiam junto dos amigos não estará a matar outras formas com menos glamour (mas quiçá mais rentáveis de comunicar? (para melhor compreensão do meu ponto, imaginem lá um grande marketeer daquela marca que todos gostamos a comentar no jantar de 5ª feira com os amigos "então, viram a minha nova campanha de billhetes da Transtejo?" enquanto na mesa ao lado se discute a marailhosa nova campanha TV do outro amigo que até trabalha com aquela agência que tem o director criativo ultra famoso...)
2 - há algumas experiências relevante em curso (verso dos talões de gasolina e do hipermercado, pelo menos) mas o que vi até agora parece-me que ainda pode ser bem afinado; para já parece-me exposição "a metro" de mini anúncios; provavelmente haverá uma forma mais interessante de usar estes "new media"